Conte sua História

As histórias de lutas e vitórias dos pacientes e amigos da Apat no processo de Transplante

Meu nome é Heliomar Nunes da Silva sou do Acre e tenho 34 anos. Eu doei parte do meu fígado para minha mãe, a Dona Maria Debenir que tem 64 anos e faz 2 anos e 7 meses que foi feito o transplante dela.

Minha mãe quando jovem teve Hepatite A, em seguida sem saber pegou hepatite B. Ela descobriu a hepatite B através de um teste rápido em 2010, depois acabou evoluindo para uma Hepatite Delta, e depois para um câncer de fígado.

Em 2016 ela descobriu que precisava de um transplante de fígado e ela entrou na fila do transplante onde ficou por um ano, mas nesse tempo o câncer evoluiu e segundo os diagnósticos médicos o fígado dela já estava atrofiado, encolhido e não estava mais metabolizando nada. Dessa forma ou ela faria o transplante ou morreria.

Porém chegou um momento que o Dr. Tercio falou que ela não poderia mais fazer o transplante pela fila com doador falecido, pois o tumor estava grande e fora do critério exigido pela OMS, então o transplante só podia ser feito Inter vivos. A partir desse momento eu falei que iria doar uma parte do meu fígado para a minha mãe.

Eu resolvi fazer essa doação por dois motivos o primeiro é a minha fé em Deus que me permitiu ficar tranquilo para fazer essa doação, e segundo motivo a minha mãe que é a pessoa mais importante na minha vida, e eu queria fazer tudo para que ela viva muito mais tempo.

Então fui para APAT em São Paulo para fazer vários exames para saber se eu era compatível e Graças a Deus deu tudo certo e os exames mostraram a compatibilidade.

Fiquei 88 dias na casa entre fazer exames, o transplante, e a recuperação. Minha mãe ficou seis meses na APAT.

O transplante foi feito em 30/04/2018. A gente se internou no dia 29/04/2018, dormimos por 25 horas, o procedimento cirúrgico durou 12 horas e ocorreu tudo bem. Minha mãe que é hipertensa não teve nenhuma alteração de pressão e não precisamos tomar nenhuma gota de sangue porque Deus é poderoso.

Após 22 dias do transplante eu não sentia mais dores e tive alta para voltar para minha casa no Acre. Minha mãe teve que ficar um tempo maior para se recuperar bem e poder voltar para casa. Minha irmã que ficou com ela na APAT nesse período da recuperação.

Me recuperei bem e para ficar bacana, jogando bola, fazendo exercícios, andando de moto demorou uns 4 meses.

Minha mãe foi mais demorado porque ela ficou um ano com o dreno por causa de uma CPRE que foi um procedimento que tiveram que fazer, um alargamento da veia porque estava dando um problema na Bílis e ficou um ano com dreno. Então para se recuperar 100% ela levou 1 ano e meio, acho que também por conta da idade.

Hoje nós estamos bem saudáveis. Não sentimos muito em relação ao transplante. Minha mãe está corada, disposta mas como todas as pessoas que faz um procedimento grande e com uma idade mais avançada, nem tudo são flores, mas ela está muito bem mesmo.

E eu estou ótimo!

Eu não conhecia esse mundo sobre transplante, doação, até que eu vim viver ele e posso dizer que valeu a pena poder doar um pedaço do meu fígado para que minha mãe tivesse oportunidade de continuar vivendo. Você que tem o coração mais fechado pense com carinho, autorize a doação de órgãos você pode salvar muitas vidas, e você que é saudável e é compatível não tenha medo de ser doador não deixe o medo ser maior do que salvar uma vida, doa,  porque doar é ajudar a Deus a fazer a obra aqui na terra.

Gostaria muito de dizer que foi muito bom poder estar e conhecer pessoas boas que nem vocês, a equipe inteira do Lar APAT, as pessoas acolhedoras da Hepato, pessoas que olharam por nós, que nos deram a mão que cuidaram de nós e que entenderam e nos orientaram em um processo muito delicado.

Deus põe anjos na terra e acredito que vocês são anjos enviados por Ele para salvar Vidas. A vida da minha mãe é uma dessas vidas. Nós que somos instrumentos de cura e libertação e por isso sabemos que pessoas boas estão também para nos ajudar.

Eu agradeço muito a Deus pela a oportunidade que eu tive de ser instrumento para que minha mãe pudesse estar saudável, e agradeço muito a todos que dedicaram um pouquinho do tempo de vocês de forma intensiva para nos ajudar.

Que Deus possa continuar nos abençoando e que esse projeto se perpetue.

 

Heliomar Nunes da Silva e Maria Debenir ,

Doador e Pacientes Dr. Tercio Genzini/ Lar Apat- Acre..

 

Meu nome é Andréa Teixeira Soares, tenho 57 anos e moro em São Paulo.

Quando tinha 22 anos comecei a ter coceiras intensas por todo o corpo e passei por 5 dermatologistas, mas nenhum deles conseguiu fazer um diagnóstico preciso. Um deles me deu até psicotrópico dizendo que eu tinha distúrbio emocional.

Em 1987 quando tinha 24 anos fiquei grávida e fiquei amarela, com as enzimas do fígado alteradas, aumento muito grande da coceira e o obstetra que fazia meu pré-natal disse que eu estava com hepatite. Tomei uma medicação durante toda a gestação que foi bem difícil, com 3 ameaças de aborto e repouso absoluto a partir do 6º mês. Quando eu estava no 8º mês de gestação entrei em trabalho de parto e minha filha nasceu morta.
Meu médico então foi estudar o meu caso para tentar entender porque o bebê havia morrido e me deu um diagnóstico de colestase gravídica (a gestação tinha causado uma sobrecarga no meu fígado).

No entanto não me disse que certamente eu tinha algum problema no fígado e nem me encaminhou para um especialista para uma investigação.

Continuei com coceiras no corpo e comecei a ter um cansaço excessivo.

Depois de cinco anos outro médico me pediu uma série de exames e eu descobri que eu tinha uma aplasia de medula e comecei um tratamento. Durante este tratamento fiz outros exames que identificaram uma fibrose no fígado, varizes no esôfago, hipertensão de veia porta e aumento de baço. Fui encaminhada para a unidade de fígado do Hospital das Clínicas e lá começou uma investigação para descobrir qual era a doença e trata-la, porém não conseguiram descobrir a causa e fui diagnosticada com doença criptogênica e meu fígado foi perdendo cada vez mais a função.
Eu engravidei de novo em 1996 e em 1998 e perdi os dois bebês sendo que na última gestação eu quase morri. Tive duas hemorragias gástricas, fui para a UTI e tive infecção hospitalar.
Os meus médicos disseram que se eu engravidasse de novo poderia morrer e quando me recuperei um pouco fui submetida a uma laqueadura de trompas.
Isto tudo só agravou o meu quadro que evoluiu para uma cirrose hepática e neste mesmo ano entrei na fila de transplante.

Foi um período bem difícil. Vi muitas pessoas que estavam na fila que acompanhavam no ambulatório comigo morrerem sem conseguir o transplante.

Não conseguia me alimentar direito, quase tudo me fazia mal, tinha crises de cólica biliar de parar no hospital, muita coceira, vivia com a pele toda machucada, crise de câimbras de ter que tomar relaxante muscular para destravar. Tive que parar de trabalhar e era muito difícil também ver todo o sofrimento da minha família. Tinha dias que eu entrava no banho e chorava pedindo a Deus para me dar forças para continuar.

Mas apesar de todas as dificuldades Ele nunca deixou de me amparar.

Colocou na minha vida muitos anjos que me ajudaram a trilhar este difícil caminho de aprendizado e crescimento espiritual.

A começar pela família especial que eu tenho minha mãe, minhas irmãs, meus amigos, minha família espiritual, os donos da escola que eu lecionava que me deram todo apoio e meus médicos maravilhosos que cuidaram e ainda cuidam de mim com tanta dedicação e amor. Nunca serei capaz de agradecer o suficiente todo o amor e cuidados que recebi.

Em junho de 2000 uma família que perdeu um ente querido, e mesmo no seu momento de dor, permitiu que eu ganhasse uma nova chance e um tivesse um novo recomeço e finalmente fiz o transplante.

Foi um transplante difícil, fiquei um mês internada, pois tive infecção hospitalar nos dois pulmões e no abdome. No quarto mês quando fui retirar o dreno tive derramamento de bile no abdome e tive que ser reoperada.

Posso dizer que foram 8 longos anos difíceis de acompanhamento da aplasia da medula e da cirrose hepática. Muitas perdas, perdi casamento, filhos, a continuidade da minha profissão e o sonho de ser mãe.

Mas fui abençoada com uma NOVA VIDA e procuro vive-la com alegria e Gratidão por todas as outras coisas boas que tudo isto me trouxe.

Uma nova chance, novo casamento, duas sobrinhas lindas que são uma luz e uma alegria na minha vida, muito aprendizado, crescimento, novos amigos, novos valores e um outro olhar para a vida com a oportunidade de escrever uma nova história.

Eu 2001 eu conheci a TRANSPÁTICA, uma ONG de transplante de Fígado onde tive o privilégio de ser voluntária por 14 anos  que me abriu novos horizontes de aprendizado e me apresentou a APAT onde estou há quase 11 anos.
Foi uma oportunidade maravilhosa de transformar tudo que eu vivi em alguma coisa de bom.
Poder trazer a esperança a pessoas que estão onde eu já estive e tentar fazer alguma coisa para ajudar a melhorar a qualidade de vida delas.

Agradeço imensamente ao Dr. Tercio Genzini, Dr. Marcelo Perosa e ao Sr. Américo por terem me aberto as portas da APAT e terem me acolhido nesta linda família que é o LAR APAT que ajuda tantas pessoas dando a elas a oportunidade de ter acesso ao transplante.

Eu gostaria de deixar duas mensagens.

A primeira é que nunca desistam da vida, nunca percam a fé e a esperança.

E a segunda, seja um doador de órgãos, avise sua família! Permitam que outras pessoas vivam através de você e continuem sua jornada com qualidade de vida.

Minha eterna Gratidão a todos que me acompanharam nesta Jornada!

Como dizia Gonzaguinha:

“Viver e não ter a vergonha de ser feliz. Eu sei que a vida devia ser bem e melhor e será, mas isto não impede que eu repita, `bonita , é bonita e é bonita”.

 

Andrea Teixeira Soares ,

Coordenadora do Lar Apat / São Paulo- SP.

 

Meu nome é Débora Pereira da Silva, tenho 17 anos e moro em Rio Branco, Acre.

Quando eu era criança comecei a sentir dores, estava amarela e não tinha disposição para nada, apesar de ser uma criança eu só queria ficar deitada.

Com o tempo as coisas foram piorando e eu inchava bastante, evitava até sair de casa por medo do pessoal pensar besteiras, as vezes ficava com falta de ar de tão inchada e sangrava pela boca e pelo nariz.

Quando eu tinha 11 anos, eu tinha comido uma manga e comecei a passar mal, fui para o hospital com meus pais e lá a doutora deu o diagnóstico, uma hepatite autoimune uma doença raríssima segundo me diziam os médicos. É uma doença onde meu organismo rejeitava o meu fígado.

Quando eu recebi o diagnóstico a doutora já me deixou bem ciente que um dia eu iria precisar fazer um transplante pois a tendência dessa doença era piorar cada vez mais.

E realmente o tempo foi passando, eu fazia tratamento, acompanhamento de 30 em 30 dias com o especialista, tomava vários remédios, entre eles um manipulado que minha mãe tinha que comprar todo mês, mesmo assim a  cada ano que passava eu  piorava mais, ficava mais tempo internada e aparecia mais sintomas.

Até que esse ano eu estava internada quando me inscrevi na fila do transplante no dia 24.08.20, na mesma semana vieram tirar uma foto minha  e conversar com a minha mãe porque  o meu meld estava muito alto e disseram que nós já iríamos ter que viajar para São Paulo para aguardar e fazer o transplante, no dia 15.09.20 chegamos no Lar Apat.

Acabei tendo que transplantar em meio a pandemia, mas não me atrapalhou em nada ao contrário me favoreceu. 

Eu fui tão feliz para fazer o transplante que eu nem pensava nesse vírus, é claro, eu tomava todos os cuidados, mas na minha cabeça só tinha o transplante o qual eu sabia que se fizesse eu iria ficar boa. 

Dia 27.09.20 ligaram que o doador tinha aparecido e meia noite eu já estava sendo transplantada, então conto como dia 28.09.20 o dia do meu transplante.

Devido a várias complicações eu fiquei 16 dias internada, mas Graças a Deus minha recuperação está sendo ótima, cada dia que passa estou melhorando mais.

Eu e a minha mãe que foi minha acompanhante só temos a agradecer a Deus pela vida de cada um, a dona Andrea e a dona Marlene nos receberam super bem. Do primeiro até o último dia que ficamos na casa fomos sempre bem tratadas, o Sr. Américo também um homem tão doce e gentil. Não temos do que reclamar e somente agradecer por tudo que fizeram pela gente.

O Dr. Tércio então nem se fale, tenho um carinho enorme por ele. Ele me tratou de uma maneira tão carinhosa que se eu cheguei ali com algum medo escondido esse medo desapareceu quando eu me consultei com ele. Eu nunca vou me esquecer a forma em que ele sempre me tratou.

O que ficou nítido na minha mente e nunca vai sair são os dois desenhos que ele fez na minha barriga e disse para eu escolher o tipo de corte que eu iria querer, já tinha me consultado com ele em Rio Branco mas não lembrava muito dele, o amor que ele tem é visível eu só tenho a agradecer.

E sobre a casa foi muito bom, fiz amizade com todos e boas amizades mesmo, sai da casa sexta feira dia 30.10.20 e já sai chorando.

Outra pessoa que eu nunca vou me esquecer e tenho carinho imenso  é pela dona Marlene, minha alegria de todas as manhãs era ver ela chegar e ir buscar um cafezinho e falar comigo e com todos na casa, a simplicidade e a humildade a forma de ajudar dela me encantou. Criei um amor enorme por ela assim como criei pelo Dr. Tercio e a Dra. Regina.

Débora Pereira da Silva ,

Paciente Dr. Tércio Genzini/ Apat - Rio Branco- AC.

 

Meu nome é Adriano Batista Alencar tenho 36 anos e moro no Rio de Janeiro, sou transplantado de pâncreas e rim com o Dr. Marcelo Perosa.

Com 12 anos de idade descobri que tinha diabetes, minha irmã já tinha a doença também e ela já fazia hemodiálise.

E assim fomos tratando a diabetes com os recursos disponíveis naquela época. O tratamento era só com insulina de porco e depois com o tempo passou a ser a humana, a Humulin, que se usa hoje.

Com 15 anos eu tive um coma cetônico e fui reanimado com choque. Fiquei 15 dias em coma, me recuperei, voltei para casa e continuei o tratamento.

Comecei a trabalhar, estudar e virei chef de cozinha. Fui levando a vida normalmente, as vezes com alteração na diabetes, mas foi indo.

Até um dia que passei mal em casa e quando acordei já estava no hospital na hemodiálise. Foi de repente, o médico falou para minha esposa pegar roupas pois eu ia ficar internado.

Fiquei internado por uma semana, o médico me deu alta, porém eu voltaria para o hospital só para fazer hemodiálise. E assim a vida continuou, eu indo para clínica sempre para fazer a hemodiálise.

Acabei pegando tuberculose e comecei um tratamento que durou 14 meses e nisso eu estava tentando entrar na fila do transplante de rim no Rio  de Janeiro, quando uma médica me falou para tentar fazer o transplante em São Paulo, pois assim eu já fazia o duplo, pâncreas e rim.

Comecei a pesquisar, e uma amiga minha a Mariana que tinha feito transplante pela Hepato me indicou.

Mandei um e-mail para o Dr. Marcelo Perosa, ele logo me respondeu e já marcamos a consulta. No dia da consulta, dia 7/12/18 eu trouxe todos os exames e ele já me colocou na fila  e depois de 2 meses me ligaram para fazer o transplante.

Transplantei dia 10/02/19 as 4 horas da manhã, fiz os dois transplantes ao mesmo tempo pâncreas e rim. No dia seguinte ao transplante eu já estava levantando, depois de 3 dias recebi alta do hospital e com 15 dias já me liberaram para voltar para o Rio de Janeiro.

Passei a vir para São Paulo de 15 em 15 dias para acompanhamento, e estou bem, graças a Deus sem intercorrência nenhuma depois do transplante. Faço exercícios, trabalho e tento ajudar quem eu posso.

Logo depois do meu transplante pâncreas e rim, eu conheci a Apat por amigos que passaram pela casa e também acompanhando as postagens da Apat.

No dia do meu transplante eu falei para Deus que ia ajudar as pessoas da mesma forma que me ajudaram, então comecei ajudar as pessoas que precisam de medicamentos e sempre quis participar para ajudar a Casa, então entrei em contato com a Andrea e marcamos de eu ir fazer um almoço e adorei. (Almoço foi feito antes da pandemia em setembro de 2019).

Hoje faz 1 ano e 9 meses que estou transplantado e estou muito bem!

Em primeiro lugar eu agradeço a Deus pela minha vida e em segundo lugar Dr. Marcelo Perosa e sua equipe pois se não fosse isso eu nem estaria aqui hoje, não estaria com as minhas filhas e nem nada.

Mas Graças a Deus estou seguindo!

Obrigado!

Adriano Batista Alencar ,

Paciente Dr. Marcelo Perosa - Rio de Janeiro- RJ.

 

Meu nome é Fredisson Bezerra da Silva moro no Municípo de Marechal Thaumaturgo, Acre.

Quando eu tinha 17 anos descobri que tinha hepatite B, pois tinha sintomas de febre constante, dor no corpo, urina escura e falta de apetite. Exames constataram a doença.

Desde quando descobri a hepatite comecei a fazer um tratamento em Cruzeiro do Sul, mas acabou evoluindo para uma cirrose hepática.

Com a cirrose fui transferido para fazer o tratamento em Rio Branco com o Dr. Tercio e de seis em seis meses tinha que ir para lá  e fazer acompanhamento, onde realizava exames para acompanhar a evolução da doença.

Durante o acompanhamento foi descoberto um câncer no fígado e o Dr. Tercio disse que eu tinha que ser transplantado urgente e para isso eu precisaria ir a São Paulo.

Fiquei esperando em Rio Branco para poder ir a São Paulo pois já tinha começado a pandemia e estava tudo parado, mas depois de dois meses me chamaram para fazer o transplante.

Mesmo com a dificuldade da pandemia a APAT me acolheu para que fosse possível realizar o meu transplante.

Se eu não tivesse conseguido ir a São Paulo naquele momento, talvez eu não teria conseguido mais fazer o transplante.

Fiz meu transplante no dia 20/08/20, no hospital Leforte com o Dr. Tércio e passei 25 dias internado pós cirurgia, emagreci 8 quilos.

Dia 22/09/20 recebi alta para voltar para minha casa no Acre.

Hoje estou transplantado graças ao Dr. Tércio e a Apat que me recebeu. Consegui fazer o Transplante, já estou recuperando meu peso e não sinto mais dores, estou muito bem!

Fredissom Bezerra da Silva,

Paciente Dr. Tercio Genzini / Apat - Marechal Thaumaturgo, Acre.

 

Meu nome é Eduardo Trujillo de Mello, moro em Morungaba interior de SP.

Descobri que tinha Cirrose hepática não alcoólica há 12 anos. Por conta disso minhas plaquetas eram muito baixas, eu tinha apenas 28 mil plaquetas.

Iniciei meu tratamento perto da minha cidade pelo SUS mas não estava sendo muito eficaz, até que conheci o Dr. Tércio através de um amigo que fez transplante com ele, porém eu não tinha condições de fazer o tratamento particular, e o Dr. Tércio falou que eu não ia deixar de fazer o tratamento por causa disso.

Ele me encaminhou para a Apat para continuar o tratamento de forma gratuita, onde fiz os exames pela a Hepato e fui colocado na fila de transplante.

Aqui no Brasil a fila de transplante é muito demorada e eu tenho uma situação atípica, pois eu que crio meus filhos desde que minha mulher nos abandonou e eles eram pequenos, hoje eles já estão em idade de faculdade, idade para começar um futuro, o que me preocupava muito de não conseguir proporcionar o futuro que eu almejava para eles.

Em 18/08/2018 eu já estava na fila do transplante aguardando chegar minha vez e eu sofri um acidente de carro, em consequência desse acidente eu bati o peito no volante e quebrei dez costelas, perfurei o pulmão e houve o esmagamento do meu fígado, pois teve uma falha mecânica no carro e o airbag não funcionou.

Fui internado na Santa Casa de Itatiba onde eu fiquei uma semana, depois me transferiram para o Hospital Santa Elisa de Jundiaí, mas lá eles também não tinham muito recurso.

Meu estado estava muito grave, teve um momento que o médico me tirou da UTI e me colocou no quarto para que minha família pudesse se despedir de mim porque segundo ele seria uma questão de horas.

Eu não sobreviveria se eu não conseguisse um Transplante.

Então veio a intervenção Divina e Graças a Deus eu só tenho que agradecer, não posso pedir mais nada para Deus, só tenho que agradecer!

No mesmo dia que o médico me colocou no quarto para minha família pudesse se despedir de mim, apareceu um fígado compatível e me transferiram para o hospital Leforte da Liberdade em SP.

Fiz o transplante e foi um transplante complicado porque eu estava com 10 costelas quebradas, pneumonia, meu rim tinha parado de funcionar, eu estava fazendo hemodiálise. Mas foi feito o transplante mesmo assim, após algumas horas de ter feito o transplante eu tive que voltar para o centro cirúrgico porque eu estava com hemorragia.

Fiquei um bom tempo internado com algumas complicações.

No dia 29/10/2018, o Dr. Tércio me deu alta, pois eu tinha me curado da terceira pneumonia e não tinha mais o que fazer.

Então fui para casa ficar com a minha família e cheguei 43 quilos mais magro, perdi toda minha massa muscular, não andava mais, usava fraldas, só respirava com balão de oxigênio, e a minha alimentação era por sonda pelo nariz.

Me apeguei muito a Deus, pedi muito, daí aconteceu o milagre da ressuscitação Graças a Deus.

E graças esse transplante bem sucedido com uma equipe maravilhosa, o Dr. Tercio e toda a equipe dele que são anjos enviados de Deus aqui na terra, hoje estou muito bem, com uma vida normal e me recuperei totalmente.

Já fez 2 anos do transplante (13/09/18) e graças a essa nova chance de vida, consegui viver muitas alegrias.

Meu filho se formou na Polícia Militar de SP, minha filha entrou para USP de Piracicaba, consegui estar vivo para ver o nascimento do meu neto Lorenzo que logo vai fazer 2 aninhos e ganhei uma netinha a Maitê que nasceu dia 26/09/20, agora é só felicidade.

Só tenho que agradecer a Deus imensamente, agradecer ao Dr. Tércio e toda sua equipe, a Hepato e a APAT onde sempre fui muito bem tratado por todos na casa.

Obrigado!

Eduardo Trujillo de Mello,

Paciente Dr. Tercio Genzini / Morungaba-SP

Meu nome é Cristiane Aragão, sou do Rio de Janeiro e tive diabetes por 31 anos. Fiquei diabética com 10 anos de idade. Era tudo muito difícil, o pré-conceito já começava no próprio ambulatório… “Como uma criança ser diabética?” Lembrando que naquela época, só existia no Brasil um tipo de insulina a NPH U40, seringas de vidro que deveriam ser esterilizadas e agulhas imensas para um corpo tão frágil. Foram dias difíceis, inúmeras hipoglicemias, vômitos e uma dieta rígida. Testes realizados através da urina para saber a quantidade de glicose e, com isso, tentar controlar a glicemia. Passei pra insulina suíno-bovina NHP U80. Dietas, natação e tentando junto ao acompanhamento endocrinológico uma melhora na glicemia.

Até que veio meu primeiro coma, aos 15 anos tive uma hiperglicemia com cetoacidose diabética e quinze dias de inconsciência no hospital, infelizmente, não foi o único, depois desse, mais quatro comas e, no último aos 19 anos de idade, uma septicemia com sara, quase dois meses em coma.

Sobrevivi e tentava levar uma vida aparentemente normal, estudava , fazia natação e comecei meu estágio, estava feliz, tinha passado na faculdade, mas a palavra cura ainda estava um pouco distante da realidade. Foi quando comecei a ter a primeira sequela ocasionada pela diabetes. Fui diagnosticada com retinopatia diabética, e aos 23 anos comecei a tratar com sessões de laser, logo em seguida tive neuropatia diabética. O acompanhamento com endocrinologista passou a ser mensal, às vezes, semanal.

As sessões de laser nos olhos se tornou uma constante na minha vida, e por um período, semanalmente, tomava os famosos “tiros” de laser na visão para parar o sangramento. Visão embaçada, sensação de ter óleo nos olhos e, às vezes, confesso que a diabetes parecia estar me vencendo.

Em 2005, as fitas para as medições de glicemia já eram mais acessíveis, fazia o destro sempre antes das refeições. Em março de 2005 o que parecia ser mais um dia normal de trabalho, perdi a visão, tudo ficou borrado e manchado. Meu irmão me levou a minha oftalmologista e tinha tido uma hemorragia vítrea com descolamento de retina nas duas visões. Operei a primeira visão esquerda e foi um sucesso, perdendo a visão periférica, mas estava enxergando. Passei pela primeira operação na visão direita e quando tirou o curativo, nada de visão, fiquei três meses sem enxergar completamente. Passei por mais duas cirurgias e voltei a enxergar na parte central, mas tinha perdido a visão periférica.

Fui demitida e tudo parecia desmoronar. Sempre fui alegre, sempre me esforcei, colocava minha fé e dedicação em tudo que fazia, não aceitava a situação de ter que ficar esperando que Deus me ajudasse, temos que ter fé e temos que agir. Continuei a luta pela vida, sem sentir os pés, com baixa visão e também diagnosticada com polineuropatia severa nos membros inferiores.

Tornei-me hiperlábil, comecei o esquema de insulinoterapia, medir a glicemia a cada 2 horas para correção todos os dias e, na maioria das vezes, fazia de dose a quinze aplicações de insulina. O acompanhamento com endocrinologista passou a ser semanal, comecei a ter hipertensão, já tomava remédios para controle, mas sem resultados, os meus rins estavam lesionados.

Até que um dia acordei sem enxergar, naquele final de semana parei de urinar, tive inchaço e fui levada ao hospital. Chegando ao hospital a médica me explicou que seria necessário que eu fosse pro CTI, que um nefrologista conversaria comigo. Mais uma vez a palavra milagre foi falada através de um médico, era o que eu precisava. A glicemia estava a mais de 1000, seis dias depois, iniciava as sessões de hemodiálise, ali mesmo no CTI.

O mundo parecia desabar, o médico me falou do transplante de pâncreas, e que se eu fizesse só o rim, não resistiria devido à glicemia sempre estar muito elevada, eu precisava de um transplante duplo, o que eu nunca tinha ouvido falar, mesmo questionando a todos os endocrinologistas pelos quais passei. Experimentei todas as insulinas disponíveis no mercado, mas o corpo não respondia. Fui a uma clínica de HD e, para minha surpresa, ninguém sabia sobre o TX de pâncreas.

Então, eu e minha família, sempre em oração, pedimos orientação a Deus e logo depois de iniciar a HD, conheci a equipe Hepato, através do Facebook. Enviei uma mensagem contando a minha história e mesmo sendo tarde da noite o moderador daquele grupo me respondeu, ali ouvi o nome do médico que já fazia parte das nossas orações, Dr. Marcelo Perosa, ele foi a resposta que pedimos a Deus, porque quando terminamos de orar a noite, meu ex-namorado falou para eu colocar no Facebook “Transplante de Pâncreas/Rim” e apareceu a página do Dr. Marcelo. Enviei uma mensagem para ele que me respondeu naquela madrugada mesmo. Liguei no outro dia, falei com o enfermeiro Márcio, que me indicou todos os exames que deveriam ser realizados e, no dia 03/12/2014, entrei na fila do meu sonhado Transplante.

Pra quem passava por um turbilhão de problemas, não sabia qual seria o primeiro passo que precisaria dar, fiquei sem direção, aparentemente, fazer um transplante em outro estado, longe de casa, mais uma vez recém demitida. O que seria de mim? E da minha família? Como seria aquele momento? Sem condições emocionais, ter que continuar as consultas, ainda sem ajuda do sistema de Tratamento Fora de Domicílio?

Quando passei para o médico todas as dificuldades que estava enfrentando, na primeira consulta, foi falado sobre a Apat e que eu não ficaria desamparada e nem o meu acompanhante, foi um refrigério para minha alma, ouvir que minha acompanhante teria abrigo e alimentação, enquanto eu estava em recuperação.

Meu transplante foi realizado em 08 de outubro de 2015 pelo Dr. Tércio Genzini e Dr. Juan Branez.  Fiquei a maior parte do tempo no hospital e, enquanto a Hepato se preocupava em restabelecer a minha saúde, a Apat cuidava da minha família. Cada visita no hospital, eles me contavam como era estar na casa, falavam da Andrea, do Sr. Américo e da Marlene. Eu podia descansar sabendo que minha família tinha pra onde voltar.

Agradeço a Deus, ao meu doador e sua família por respeitarem a sua vontade, a equipe Hepato, a todos do hospital, a minha família que nunca desistiu de mim e a Apat. A Hepato e a Apat me deram grandes amigos, com os quais tenho contato até hoje. Obrigada a todos! Deus abençoe a vocês!

Cristiane Aragão,

Paciente Dr. Marcelo Perosa - Rio de Janeiro

Meu nome é Divina Erenice Gomes de Barros, sou casada, mãe de dois filhos, residente em Buritis, MG. Tinha uma vida razoavelmente normal, saudável. Quando na gestação do meu segundo filho, logo no primeiro mês tive o diagnóstico de Rubéola, no dia 09 de maio de 1993 houve o parto com algumas intercorrências. No pós-parto ocorreram algumas situações de desconforto, mais tarde tive o diagnóstico de que era diabetes, com crises de alta e queda brusca de glicose, às vezes chegando ao estado de coma, era tratada na minha cidade mesmo, mas houve vezes que tive que ser encaminhada para o HUB – DF (Hospital Universitário de Brasília – DF), ficando internada por sessenta, noventa dias.

Era uma vida difícil com controle rigoroso de glicose, alimentação regrada. Após diversas internações no HUB – DF, um dia falei com a médica que me acompanhava e acompanha até hoje, excelente médica, Dra. Maria de Fátima Magalhães Gonzaga, minha endocrinologista, sobre o implante de célula tronco; meu esposo havia visto uma reportagem e pesquisou na internet sobre, quando ela disse que já estava avaliando e que ia tentar uma consulta em São Paulo – SP.

A Dra. Fátima conseguiu a marcar a consulta no Albert Einstein, para a minha felicidade foi realizada em maio de 2003, com o Dr. Marcelo Perosa, naquela consulta ele parabenizou a médica do HUB – DF, porque ela pediu para fazer um estudo sobre a possibilidade do implante de célula, ele disse “médicos mandam fazer o transplante ou o implante, ela pediu para avaliar a possibilidade, é uma médica prudente”. Em seguida ele disse que o implante poderia resolver, mas as células poderiam morrer e o problema voltar, indicou então o transplante de pâncreas. Apesar de estarmos com medo, o Dr. Marcelo nos tranquilizou e naquele momento decidimos seguir a orientação dele. Foram solicitados alguns exames, fiz uma parte na minha cidade e outros mais complexos em São Paulo, ficando assim apta para o transplante.

No início de agosto o Dr. Marcelo nos mandou aguardar em casa, dizendo que em até seis meses eu seria transplantada. Quando numa tarde de sexta feira, no final de agosto, ligaram do hospital dizendo que eu era a primeira da fila, precisava ir com urgência para São Paulo, era uma distância aproximada de 2000 km de onde morávamos, mas a providência divina estava conosco, fui e cheguei a tempo do transplante que foi realizado, em 01 de setembro de 2003, pela equipe médica do Dr. Marcelo Perosa e do Dr. Tercio Genzini, uma equipe de cinco ou seis componentes médicos guiados por Deus.

No pós-transplante passamos por momentos difíceis, tivemos que locar uma quitinete para ficarmos hospedados, a um custo altíssimo, mas como já disse, a providência divina estava conosco, nessa época foi fundada a casa de apoio ao transplantado, conhecida hoje como Lar Apat. A sua excelente equipe nos deu suporte total, fiquei por diversas vezes hospedada quando precisei ir a São Paulo para o acompanhamento pós-transplante.

A minha vida mudou muito após o transplante, e para melhor, tenho muita gratidão por toda a equipe médica de São Paulo e Brasília e ao Lar Apat, nossa casa de apoio, principalmente, gratidão à família doadora do órgão que me deu mais uma chance de vida.

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Divina Erenice Gomes de Barros,

Paciente Dr. Marcelo Perosa - Buritis - MG

Meu nome é Denise Stephanie Fernandes dos Santos, sou de São Vicente, SP. Aos seis anos de idade descobri que tinha diabetes, em decorrência disso quando tinha em torno de 19 anos, meus rins começaram a falhar e tive que iniciar a hemodiálise. No mesmo ano fui incluída na fila de transplante. Nesse período tive Retinopatia Diabética, Gastroparesia, Micro Hemorragia Ocular e muitas internações, vivia passando mal de hipoglicemia e perdia a consciência.

Já estava há um ano e nove meses na fila de transplante, quando ouvi falar da Hepato nas redes sociais, havia milhares de depoimentos positivos sobre a equipe no Facebook. Conheci o Dr. Marcelo Perosa que disse que, com a gravidade do meu caso, tinha tudo para transplantar em no máximo seis meses.

No dia 19/08/2019, três meses depois de conhecer a Hepato, eu havia jurado a mim mesma, após uma exaustiva sessão de 4 horas de hemodiálise que algum dia eu sairia daquela clínica e nunca mais voltaria para aquela máquina! Neste mesmo dia, às 23h30, eu atendi um telefonema com número estranho e lá estava minha passagem para uma nova vida, após tantas batalhas travadas contra meu próprio corpo e mente para continuar sendo forte, por mim e por quem eu amava, finalmente senti que tudo iria valer a pena naquele momento.

Já não sabia mais como era a vida sem agulhadas, vômitos ou sem passar mal, sem poder comer e sem controle sobre o meu próprio corpo. A recuperação foi muito difícil, mas cada segundo valeu a pena.  Hoje posso viver, trabalhar, viajar sem passar mal ou ter medo do que poderia me acontecer, hoje vivo de uma forma mais leve e essa experiência de vida e a gratidão que ela me trouxe no coração me transformaram para sempre em alguém que me orgulho de Ser. Gratidão pelo meu doador e sua família que, num momento de dor, teve a empatia de salvar vidas do mesmo sofrimento, gratidão a minha equipe da Hepato por salvar a minha vida.

Quando completei um ano de transplante, postei um texto expressando minha gratidão e um rapaz falou que a Apat precisava de doações e que ele gostaria que toda essa gratidão que as pessoas demonstram pudesse ser transformada em doações. Eu não precisei me hospedar na Apat, mas no tempo em que fiquei internada conheci pessoas que precisaram, inclusive, uma delas, a família era muito carente e a Apat foi fundamental pra ela. Então resolvi fazer uma ação em que ministro cursos de maquiagem a preços simbólicos e a renda é depositada diretamente na conta da Apat como doação, essa foi a forma que encontrei de demonstrar minha gratidão pelas pessoas que salvaram minha vida, dando oportunidade a outras pessoas de serem atendidas através da Apat.

Denise Stephanie Fernandes dos Santos,

Paciente Dr. Marcelo Perosa / Hepato - São Vicente - SP

Meu nome é Jair da Cruz Galo sou de São Paulo, capital. No final de 2016 resolvi procurar um médico porque não me sentia bem e tinha constantes crises de soluço, de oito a dez dias seguidos, comecei a ficar com pele e olhos amarelados, juntamente com outros sintomas, que já duravam mais de um ano. Nos exames que o médico solicitou foi descoberta uma Cirrose Hepática Alcóolica de grau elevado.

Minha filha é paciente da Dra. Sandra Matta e em uma consulta contou a ela o estado em que eu me encontrava e a preocupação da família com isso; foi aí que a Dra. Sandra nos falou sobre a Apat.

Logo ligamos para Apat e foi agendada uma consulta com o Dr. Tercio, desde o primeiro contato com a casa, fomos muito bem atendidos. O Dr. Tercio pediu outros exames e chegou a suspeitar de que eu poderia estar com câncer também, devido à alteração em um dos exames, ele me encaminhou para o oncologista que, graças a Deus, descartou essa possibilidade, mas ainda havia a necessidade de um transplante de fígado.

Cada dia que passava, eu ficava mais fraco e com a saúde cada vez mais debilitada, comecei a ter crises de encefalopatia hepática, ficava confuso e desorientado, eu não conseguia mais cuidar de mim mesmo, ficando cada dia mais depende dos cuidados de outras pessoas, mas, graças a Deus, tinha uma família maravilhosa que fazia tudo por mim.

Na Apat, passei em consulta com a Dra. Sandra que me recomendou uma dieta, tirando tudo que eu mais gostava de comer, mas sei que era pra me ajudar com as crises de encefalopatia. Ela me receitou suplementos, pois estava muito fraco, não conseguia me alimentar direito.

Eu passava muito tempo dormindo, ás vezes, quando acordava, estava em um hospital internado há vários dias. Foram muitas internações, no começo das crises era uma vez por mês, com o passar do tempo ficava mais no hospital do que em casa.

No mês de outubro de 2018, me incluíram na lista de transplante, como meu estado ficava pior a cada dia e as internações eram mais longas e frequentes. Em uma das internações cheguei a ficar dias em coma, isso fez com que eu subisse algumas posições na lista, ficando mais próximo do topo. Em junho de 2019 eu cheguei ao topo da lista de transplante, apareceram vários órgãos, mas eu não era compatível, minha família já estava sem esperanças de que eu iria continuar vivo, foram vários dias de angústia à espera de um órgão compatível e em perfeito estado.

No dia quatro de julho de 2019, graças a Deus, surgiu um órgão compatível e saudável, para nossa alegria. Fui internado no Hospital Leforte da Liberdade, em São Paulo, sendo muito bem atendido pela equipe do Dr. Francisco Antônio Sergi Filho, eles iniciaram a cirurgia para transplante de fígado, que teve a duração de nove horas. Fiquei sete dias na UTI, mais dois dias no quarto. Graças a Deus e a família que doou o órgão, depois de nove dias transplantado já estava na minha casa, me recuperando aos poucos e contemplando esse milagre na minha vida.

Hoje, com um ano e um mês de transplante, estou muito bem, com boa saúde, forte e cuidando do órgão que Deus me emprestou e uma família generosa doou, para que eu pudesse permanecer vivo.

Quero agradecer ao Dr. Tercio, a Dra. Sandra pela dedicação, indicação e toda assistência e a toda equipe da Apat por todo apoio e carinho, me atenderam com dedicação, fazendo um trabalho abençoado para ajudar o próximo. Que Deus retribua com bênçãos a todos da Apat por terem me ajudado a passar por esse processo difícil.

Jair da Cruz Galo,

Paciente Dr. Tercio Genzine / Apat - São Paulo

Meu nome é Polyana Sanches Passos, tenho vinte e sete anos e resido em Silvânia, interior de Goiás. Aos seis anos de idade eu passei pela minha primeira cirurgia, onde retirei o baço devido a um inchaço sem causa específica.

Fiquei bem por uns dois anos após a cirurgia e logo comecei a apresentar ascite (barriga d’água), com muitos exames acabamos descobrindo que eu tinha nascido com cirrose autoimune.

Então, aos 11 anos passei pelo meu primeiro transplante de fígado, que foi realizado em Curitiba-PA no hospital Pequeno Príncipe, com doação entre vivos, meu tio materno foi o doador. Fiquei bem, porém com pouca qualidade de vida.

Aos vinte e dois anos tive uma Obstrução das vias biliares e tive que passar pela cirurgia biliodigestiva, que não obteve sucesso, sendo assim, o que me salvaria seria somente um retransplante.

Em meio a tudo isso, como Goiás ainda é um estado escasso em transplantes, minha médica Dra. Cacilda Pedrosa, que mantém um trabalho em comum e também amizades com a equipe de São Paulo, me encaminhou para a Hepato. A Dra. Cacilda organizou todos os trâmites para a minha transferência, inclusive agendou minha estadia na Apat.

Cheguei a São Paulo no dia 24 de março, fiquei hospedada na Apat. No dia 26 de março de 2016 recebi a ligação de que possivelmente teria um órgão compatível. Foi um misto de sentimentos, alegria misturada com medo e preocupações, mas o alívio de que toda aquela dor acabaria se sobressaiu. O órgão estava em ótimo estado e eu estava apta a recebê-lo, então minha cirurgia começou no sábado, 27 de março, às 3h da manhã.

Aos vinte e três anos, depois de seis meses na fila, fui retransplantada pela equipe Hepato, no hospital Lefort, com a Dra. Huda Noujaim como cirurgiã responsável. A doação de órgãos foi feita por uma família que tinha perdido seu ente querido, mas estava me dando a oportunidade de continuar viva.

Com o tratamento pré e pós-transplante, permaneci na Apat por 32 dias. Fui recebida com muito amor e cuidado pela equipe, eu fiz vários amigos e, de fato, a casa tem uma parte significativa na minha história e no meu processo de melhora.

 

Polyana Sanches Passos,

Paciente Dra. Huda Noujaim / Apat - Goiás

Meu nome é Kleber sou do Rio Branco/Acre, descobri o diabetes aos 22 anos, estava com as taxas tão alteradas que já fui direto pra insulina, foi muito difícil, porque além de ter que lidar com algo estranho que entrava na minha barriga, ainda tinha que me furar constantemente para ver os níveis de glicemia no meu sangue. O tempo foi passando e eu orava a Deus para não ter pés ou mãos amputados, tinha medo de ficar cego ou ter algum problema nos rins. O homem que me criou foi acometido por uma DRC, Doença Renal Crônica, adquirida através de uma infecção urinária, eu que o levava para as seções de hemodiálise e pensava em silêncio, “Deus me livre de um dia precisar de um tratamento desses”, via muitas pessoas que chegavam na máquina e de lá iam direto para o necrotério. Após seis anos ele veio a óbito e o médico que acompanhava ele me chamou para conversar, me disse que a grande maioria das pessoas que lá estavam eram por conta da falta de controle do diabetes e pressão alta, e que nos exames que eu havia pedido já constava uma lesão renal.

O tempo passou e a lesão só aumentou o nefrologista que me acompanhava me alertou e pediu vários exames, nesse momento eu tinha muita hipoglicemia, a pressão aumentou assustadoramente e veio o resultado, só transplante me ajudaria a ter dias melhores e o médico fez o alerta que me assustou mais ainda, o que eu mais temia, “você terá que ir para a máquina (hemodiálise)”. Chorei muito, clamei a Deus!

Fui inscrito na fila de TX duplo, pâncreas e rim, e encaminhado para uma consulta com o Dr Tercio, um médico renomeado e respeitado, Dr Tercio viu meu prontuário, de imediato ligou para São Paulo e pediu a transferência da minha inscrição para lá, pois a oferta era bem maior, e já pediu ao TFD (SUS) para eu passar por uma avaliação da equipe Hepato, o Dr Tercio me fez uma promessa, “você vai ver, vai ficar bom e não vai mais ter que se preocupar com glicemia e problemas renais”. Fui pra lá com receio, era tudo muito novo pra mim. Passei por consulta com o renomeado Dr Marcelo Perosa, e o que demorei na minha cidade para fazer de exames em um ano, lá eu fiz em quatro dias, achei incrível!

Passei 28 dias em São Paulo, conheci a Apat, fui recepcionado pela Andrea e a Marlene. Fui me familiarizando com todos que lá estavam e já percebi que ali seria tratado como mais um membro da família, a casa era muito agradável, nos protegia do frio, da chuva e dos perigos que as ruas oferecem. Ah! E sem falar nas comodidades, alimentação, água quente, internet, TV, eu estava encantado!!!!

Voltei para a minha cidade e acompanhava a minha inscrição pela internet, o tempo passou e o que mais temia aconteceu, comecei a Hemodiálise em janeiro de 2018, eu sempre conversei com a equipe de São Paulo e fiz progresso para a Diálise Peritoneal, com autorização da equipe de São Paulo. Só que fui piorando e entrei em contato através das redes com o Dr Marcelo Perosa, ele pediu para que em janeiro de 2020 eu fosse esperar em São Paulo, fui com uma máquina bem pesada de Diálise Peritoneal, pois ela não podia ser despachada para evitar extravio, naquele momento a minha vida girava em torno dela. Cheguei a São Paulo no dia 8 de janeiro de 2020, a minha segunda família me recepcionou (Apat❤), e depois de passar maus bocados, passando mal, tive que chamar o SAMU, eu já acreditava na morte, pois ela batia na minha porta, através das indesejáveis hipoglicemias e sintomas horríveis da doença renal crônica, fiquei ruim por dois dias consecutivos, mas tinha uma anjinha que acompanhava tudo, Andrea, administradora da Apat, ela entrava em contato com a equipe direto.

No segundo dia passando mal, falei para a minha acompanhante, diga a minha família que os amo, esposa, filhos, a minha acompanhante era a minha sogra, ela foi de uma paciência comigo, um carinho um amor inacreditável, a minha sogra se ajoelhou e clamou a Deus para ter misericórdia de mim, às 5h da manhã o telefone da Apat tocou, era o enfermeiro Márcio perguntando como eu estava e mandando eu me aprontar e ir direto para o hospital, pois haviam captado um órgão que possivelmente seria para mim, fui e me apresentei para enfermeira Aline, ela pediu que eu esperasse um pouco, pois a equipe tinha que fazer vários testes, passei uma mensagem para a Andrea e a Marlene avisando, daí veio a minha resposta, “vá e se apresenta na recepção do pronto Socorro do Leforte, diga que vai transplantar”. Era uma mistura de alegria e não acredito. Assim, tudo aconteceu dia 24/01/2020, gratidão à família que disse sim a doação de órgãos, a equipe da Hepato, na pessoa do Dr Marcelo Perosa e todos os profissionais envolvidos, ao hospital Leforte e a minha segunda família Apat.

Em um dos meus retornos ao Leforte encontrei com o Dr Tercio no elevador, me identifiquei e ele ficou abismado com a minha recuperação e como eu estava bem, gratidão!

Kleber de Lima Pereira,

Paciente dr Marcelo Perosa / Apat - Acre

Em 2018 descobri um hepatocarcinoma e foi aí que conheci o Dr. Tercio, por indicação do meu oncologista. Fui até seu consultório particular e naquele primeiro momento seria preciso apenas uma cirurgia, o Dr. Tercio disse que se meu convênio o autorizasse ele faria, porém o convênio não autorizou. Fui operada por outro médico, o fato é que depois da cirurgia, em seis meses, a doença havia voltado e minha cura só seria possível através do transplante. Então, novamente procurei o Dr. Tercio e ele encaminhou-me para a Apat, lá começamos meu tratamento e todo o processo para o transplante. O transplante ocorreu dia 9 de outubro de 2019, dia do meu aniversário. O melhor presente que alguém poderia ganhar, eu ganhei. Ganhei a vida! Ganhei uma nova chance!

Quanto ao Dr. Tercio, minha gratidão eterna, pois além de um excelente médico, também é um excelente ser humano. Quanto a Apat e seus colaboradores minha profunda gratidão e meu muito obrigado a todos eles por deixarem mais leve o percurso dos pacientes, sempre com um sorriso no rosto e uma palavra acolhedora. Faz nove meses que sou transplantada de fígado… Nove meses de uma nova vida… Nove meses de um agradecimento eterno pelo Dr. Tércio e por toda Apat.

Ana Paula Lunas,

Paciente dr Tercio / Apat - São Paulo

Olá, eu sou a Rosangela, tenho 49 anos, sou casada, tenho um filho de 15 anos e um Deus misericordioso sempre comigo.

Como muitos, ou alguns, eu nunca me imaginei em uma fila transplante, mas, um dia, eu estava lá. .

Aos 18 anos fui diagnosticada com Retocolite Ulcerativa Idiopática – RUI. Foram anos de tratamento, remédios, exames semestrais, com preparos exaustivos, porém com o nascimento do meu filho, fiquei assintomática.

Foi um momento de calmaria, mas passado algum tempo comecei a sentir um mal estar, desânimo, sonolência, cansaço e veio um novo diagnóstico: Colangite Esclerosante Primária – CEP.

A princípio o controle foi com medicação e exames, com a possibilidade de, em longo prazo, a necessidade de um transplante e, em dezembro/2016, eu tive a minha primeira crise e com ela vieram: uma trombose de veia porta, varizes esofágicas, um início de cirrose e “de quebra” injeções de anticoagulantes duas vezes ao dia, na barriga.

Foi um período difícil, de dor, “barriguinha” bastante saliente, olhos, unhas, pele, cabelos amarelados, várias internações, e já não conseguia mais comer direito.

Em janeiro de 2019, internada, minha querida hepatologista, avisou-me que pediria para que uma equipe de transplante fosse ao hospital e avaliasse o meu caso.

E aconteceu, eu conheci o Dr. Tércio Genzine e senti que seria ele.

Fui incluída na lista, e em cinco meses recebi duas ofertas, na primeira não deu certo, mas na segunda, Deus guardara para mim uma nova oportunidade.

Dias antes do transplante, questionei-me se valeria a pena continuar vivendo naquele sofrimento, sim, eu fraquejei.

Então em 20/07/2019 o telefone tocou, e vivi o que achava quase impossível, chegou o meu fígado.

Lembro-me que no centro cirúrgico, quando o Dr. Tércio chegou , ele se aproximou e me perguntou sobre o medo, eu respondi: – Agora não estou mais.

O transplante começou na madrugada do domingo e às seis horas da manhã eu já vivia o milagre.

Eu estava sobre os cuidados de um profissional e ser humano incrível, com a melhor equipe, um médico que exerce sua profissão, literalmente, sem fronteiras, e não somente àqueles que estão no eixo Rio/ São Paulo. Aos que estão fora desta “rota“, eles oferecem abrigo, amparo e carinho, pois distante de seus entes queridos, sentem a máxima do sentido acolher. O nome deste lugar? Lar Apat, difícil acreditar, mas no meio de tantos “Eus”, ainda existe o olhar ao próximo. É uma pena que o bairro, a cidade, o estado, país, porque não, o mundo não conheça o trabalho que é desenvolvido lá, auxiliando os prés e pós-transplantados.

Bem, voltei a fazer uma coisa muito simples, que eu amo, e que muitos, por motivos diversos, não o podem fazer, tomei o meu delicioso café da manhã, que meu corpo já não aceitava mais.

Em 21/07/2020 eu, sonhos, força para enfrentar o medo e de muita gratidão.

Um detalhe importantíssimo: como toda essa reviravolta aconteceu?

Eu li uma vez que o lugar mais difícil de estar é no lugar do outro, então multiplica isso por um momento de dor, perda de uma pessoa querida, e você, naquele momento, não poder fazer mais nada por ela. Ah, pode sim! Pode permitir que ela salve vidas e devolva alegria a alguém e consequentemente a famílias inteiras, amigos e até vizinhos.

O fígado que eu recebi deste ato de empatia e de amor me trouxe esperança, alegria, mais fé… Trouxe-me Vida! ! !

A palavra de ordem é gratidão a Deus, ao meu doador, ao Dr. Tércio e sua equipe, todos que me acompanharam na recuperação, aos meus familiares, e, em especial a minha irmã, companheira na alegria e acompanhante nas internações, e a Sandra, amiga que fortaleceu a minha fé.

Rosangela Tavares de Oliveira

Paciente dr Tercio - São Paulo

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